terça-feira, 6 de novembro de 2012
Celebração dos 30 anos de fundação de Soplin Vargas
quinta-feira, 13 de setembro de 2012
De Malas feitas
Normalmente quando as pessoas se mudam chama-se o carro das mudanças, mas no nosso caso temos de chamar o “cochero”, um cavalo que puxa uma carroça! E assim fizemos na passada terça-feira, contudo, quando começamos a carregar logo começou a chover. Não tivemos mesmo sorte! E para ajudar, a chuva aumentou de intensidade assim que começamos a tirar da carroça para o barco... Já com o barco bem carregadinho, seguimos rumo a Soplin.
terça-feira, 17 de abril de 2012
Visita às comunidades na Semana Santa
Depois de uma semana de preparativos começamos as visitas no Domingo de Ramos numa comunidade chamada Lupita que mesmo em frente a Puerto Leguizamo. Saímos depois do pequeno almoço e aí celebramos os Ramos com a comunidade, e estiveram presentes cerca de 20 pessoas. Devido à proximidade que estávamos de Leguizamo, aproveitamos para voltar à hora de almoço e partilhar o almoço em casa das Irmãs da Consolata, juntamente com os Missionários da Consolata aí de Leguizamo. Entre as delícias servidas, destacamos as bem portuguesas amêndoas de Páscoa e a garrafinha de vinho do Porto Ferreirinha, a Ir. Graça Lameiro gosta de nos mimar e, sobretudo o Copi, agradece este tipo de mimos!!!!
Depois do almoço, partimos no nosso barquinho rio abaixo em direcção a Miraflores. Esta é uma comunidade onde vivem perto de 16 famílias. Chegamos ao final da tarde e a grande dificuldade desta "vereda" é o caminho de pura lama que se tem de atravessar até chegar às casas e, como era necessário descarregar todas as provisões do barco, contamos com as crianças como as nossas grandes aliadas. Nessa tarde visitamos todas as famílias convidando-as a participar na Missa do dia seguinte. Ficamos instalados numa das casas onde simpaticamente nos receberam. Pela manhã, bem cedo, celebramos a Eucaristia com todas as crianças e com algumas famílias: um momento bonito de partilha. No final da Eucaristia, toca a carregar tudo outra vez para o barco e despedirmos-nos de todos com um "até breve!". De todas crianças, ajudantes sempre fiéis, uma teve especial impacto no Copi, aqui fica a foto dos novos amigos (isto porque a criança nem sabia o que tinha vestido :) )
Mas, voltando ao nosso tema, depois de instalados na casa comunal, celebramos a Eucaristia com os presentes que, no final, nos brindaram com um jantar especial onde a grande novidade era o peixe cão (não sabemos porque o chamam assim mas que não ladrou no prato não ladrou!) E à medida que o sol desaparecia e chegava a noite cada um instalou-se na sua "hamaca" (rede), infelizmente nessa noite tivemos a presença de um casal de morcegos que fizeram o favor de não nos querer deixar dormir, mas enfim, são os sons da natureza ao vivo.
Foi muito significativo para nós visitar estas comunidades onde, de uma maneira ou outra, experimentamos a vida como a vivem os indígenas, a solidão de chegar e não encontrar ninguém, e sobretudo experimentamos a alegria daqueles que se encontram connosco e que nos receberam tão bem! De cada comunidade saímos com a alegre sensação de missão comprida e com a esperança de voltar brevemente.
sábado, 1 de outubro de 2011
Ameaça ambiental em Soplin Vargas
Para a “inclusão” de todos os participantes foram distribuídos alguns documentos com dados estatísticos, gráficos e descrições técnicas a uma população maioritariamente analfabeta ou com o ensino básico, como é, infelizmente, a situação da população que pertence a Soplin Vargas. E ainda, mostraram imagens das contribuições que recebem as comunidades que acolhem as petroleiras: cursos de computadores e capacitação em motores de barcos.
Para verem até que nível tentam persuadir, deram um exemplo de um líder de comunidade que aceitou a entrada das petroleiras, recebeu estes cursos que oferecem e que já era presidente da câmara municipal de uma comunidade!
Porque é que se dão a "tanto trabalho" estas empresas?
No Perú, foi aprovada uma lei de consulta prévia das comunidades indigenas que basicamente obriga o estado a desenvolver um processo de diálogo para que as comunidades, devidamente informadas, possam dizer sim ou não, à apropriação dos seus territórios. Já expliquei atrás como estas empresas entendem a consulta prévia, e dessa forma tentam comprar as comunidades com promessas de uma vida melhor.
Ainda pior, são as notícias de instrumentalização de algumas pessoas que trabalham nas comunidades, (clicar para ver noticia) nomeadamente alguns professores, para serem vozes a favor da entrada das petroleiras no território, a troca de supostos subornos. O que indigna estas suspeitas, é o facto de a maioria dos professores não serem nativos dos lugares ou nem sequer indígenas, e estão a tentar favorecer os seus próprios interesses pessoais.
Não queremos terminar esta partilha sem antes referir que a defesa pela Amazónia vai muito além de Soplin Vargas e do Peru. São muitas as vozes que continuam a apelar ao bom senso, à defesa da natureza e de um futuro melhor para as próximas gerações. Este parece um discurso antigo, repetitivo e quem sabe, até cansativo, mas sem dúvida URGENTE!
A nossa posição como Missionários nesta selva e no meio desta causa, é de acompanhar aqueles que defendem a Natureza e, por meio do Evangelho, continuar a defender e a promover a Vida.
quinta-feira, 2 de junho de 2011
A Páscoa em Soplin Vargas
5ª Feira Santa Convidamos algumas pessoas a fazer parte da celebração de Lava Pés, onde todos participaram com muita curiosidade principalmente por ver o Padre Kim lavar os pés às pessoas de Soplin. Entre sorrisos e dedos a tapar o nariz, todos ficaram contentes! A foto ilustra a descontracção de D. Luciano que mesmo a lavarem-lhe os pés, não deixou de cantar.
Domingo de Páscoa
A preparação deste dia foi intensa, foi a celebração que deu mais trabalho, mas valeu a pena! Tudo começou no sábado com a recolha de folhas de palmeira (chambira) para fazer saias tradicionais kichua que seriam usadas no ofertório solene. Eram necessários também ensaios, e claro está, realizaram-se sobre a batuta da ensaiadora de ofertórios Vivi. Como queríamos que as pessoas também ficassem com algo que lhes recordasse esta vivência diferente da Páscoa, fizemos umas cruzes em madeira (com a inscrição: Páscoa 2011 – Misioneros de la Consolata). Essa celebração teve pouca participação, mas com a ajuda dos altifalantes, que estão espalhados um pouco por todo o “pueblo”, fizemos com que o Cristo ressuscitado chegasse a cada ouvido e a cada coração.
Bem, como puderam ler e ver, esta foi de facto uma Páscoa diferente, particular e muito especial para nós mas o mais importante não foi o que nos transformou mas sim aquilo que transformou as pessoas, aquilo que lhes fizemos sentir através do nosso testemunho missionário.
Afinal ser missionário é ser canal do Espírito e voz que clama no meio do deserto a Boa Nova de Jesus ressuscitado.