segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

TEMPORADA EM PUERTO OSPINA - Primeiro episódio!



“Conhecimento da realidade, inculturação, necessidade de acompanhamento da comunidade (devido à ausência do pároco, P. Kennedy M’nthaka, IMC )e algum tempinho para nós", assim foi apresentada a ideia de passarmos alguns meses em Puerto Ospina, missão no rio Putumayo – Amazónia.

A proposta era maravilhosa, sem dúvida uma oportunidade de integração na missão Amazónica que não podíamos perder, mas para melhorar, soubemos que a Igreja da paróquia está dedicada a Nossa Senhora de Fátima. É verdade, não sabemos o porquê de estar aqui a Nossa Senhora, talvez por devoção do padre Bruno del Piero, fundador da paróquia e da casa, mas o que importa é que para nós esta situação só pode ser uma Providência, não acham?!

Para realizar todas as propostas (necessidades) foi formada uma equipa, nós os dois e o Fernando (foto), Missionário da Consolata (Seminarista -Teológico), que para além de ser Colombiano, já trabalhou em localidades próximas (no rio Putumayo), especificamente com indígenas. Outra providência, a primeira vez que vimos o Fernando foi na visita ao seminário Teológico, mas não falamos quase nada, ou nada. Onde nos conhecemos melhor e começamos uma amizade foi durante o Diplomado de Etnias (ver notícia). Estivemos duas semanas a partilhar experiência e adquirir conhecimento, mas sem imaginar que duas semanas depois iríamos trabalhar juntos, viver juntos, realizar e partilhar a mesma missão.

Voltando de novo ao tema da nossa viagem até Puerto Ospina. Como já vos contamos, por aqui as viagens são sempre muito longas, mas também, muito bonitas. Esta não foi diferente, viajamos uma noite e uma manhã (cerca de 15 horas) de autocarro e mais 4 horas de barco pelo rio Putumayo - Amazónia. Aqui foi a parte bonita claro! Podem ver as fotos, mas a realidade é bem mais envolvente, fica o convite!

E para adoçar, algumas dados sobre Puerto Ospina: pertence ao departamento de Putumayo, região da Amazónia. Do outro lado do rio está o Equador, especificamente El Carmen, uma pequena cidade, com mais comércio, e de onde vêm os produtos que se comercializam em Puerto Ospina. Á volta da paróquia vivem cerca de 250 famílias e nas áreas circundantes existem cerca de 9 veredas (pequenas aldeias – famílias). As populações são campesinas e indígenas.

A vida quotidiana é muito pacata, entre a pesca, o trabalho do campo, algum comércio e as “charlas” (conversas) lá se passa o dia. Os ruídos que mais se escutam são as galinhas, os barcos, as crianças e, por volta das 18h, o motor da electricidade. Pois é, só existe electricidade entre as 18h e as 22:30h depois dessa hora é “caminha” (ou ficar no computador, caso ainda tenha bateria, mas aí os mosquitos e mais alguns bichos literalmente, comem-nos!)

Para terminar, fica o resumo do que afinal Deus nos pede por estes lados: acompanhar todos sem exclusão, em todo o sentido da palavra, como onde soubermos e conseguirmos. Anunciando sempre o Evangelho e mantendo acesa a luz do sacrário, a luz da presença de Deus no meio de nós.

Seguimos juntos na oração e no espírito missionário!

1 comentário:

Jaime disse...

Copi! Vivi!
Aleleuia! Obriado pelas notícias desta vossa maravilhosa expoeriê ncia missionária. Isso sim que é missão. Descubrir a cada momento o que vai acontecer, quem se vai encontrar; passar ao lado de coisas a que se estava habituado noutro contexto; "viver" tudo isto com oom um povo que se vai descobrindo, que se revela amigo do coração. Saborear um Natal diferente e até um jantar de Natal com outras coisas, e não as habituais. Nas entrelinhas parece-me que estais bem sintonizados com o ambiente. Parabéns. A vossa saúde?! Speriamo in bene. Atenção à bicharada miúda...da graúda é mais facil fugir.
Desejo-vos um 2011 o melhor possível, melhor do que temos por aqui. Vamos continuar bem em comunhão de amizade e oração e de amor pela missão.
Talvez tenhamos encontrado o modo de comunicação certo...vamos ver se dersta vez também aí chego!...
A Celeste, nossa empregada, pede-me para vos mandar saudações e beijinhos.
Um grande abraço
P. Jaime